Marypt

Ao responsável pelo blog e aos seus leitores Numa mensagem publicada hoje (18/08/2005) voltaram a referir-se a mim como sendo a "portuguesa" ligada ao site "opuslibros". Depois de ter sido tão mal recebida neste blog, não tinha qualquer intenção de voltar a escrever e a fazer perguntas. Mas parece que quase me "obrigam" a isso. Alguns esclarecimentos prévios: – Para poder exprimir-me de forma clara tenho de utilizar a minha língua materna; espero que isso não constitua problema, uma vez que o português é muito semelhante ao castelhano; – O "nick" que utilizo na "web" é "Marypt" que significa Mary de Portugal; Qual é então a minha posição em relação ao opus dei que justifica a minha participação activa no site "opuslibros"? – Fui supranumerária durante mais de vinte anos; considero que recebi muitas coisas positivas da obra, em especial no que respeita à formação doutrinal e espiritual; tudo isso contribuiu decisivamente para que eu seja profundamente crente e tenha um grande amor pela Igreja. – Quer dizer que – ao contrário do que se afirma neste blog – não tenho pelo opus dei qualquer sentimento de ódio ou sequer de rancor. Muito menos sou uma pessoa "perturbada" e infeliz; tenho a vida normal de uma mulher casada e com filhos, de uma profissional "apaixonada" pela minha profissão. – Aliás comporto-me em quase tudo da mesma forma que me comportava quando pertencia à obra: sou uma pessoa muito extrovertida, alegre e com um grande amor à minha família e aos meus amigos. Porquê então ter deixado a obra e ter decidido participar em "opuslibros": – Porque ao longo dos muitos anos de pertença à instituição, para além das coisas positivas, também se acumularam muitas e graves coisas negativas e, a certa altura, a minha consciência (estou certa que iluminada por Deus) me "impôs" que eu deixasse de colaborar em tantas e tantas atitudes hipócritas. – Exemplos de tais atitudes: captação de adolescentes para a obra em idades que rondam os 14 anos, como se passou com a minha própria irmã e com muitas das minhas amigas; enorme sofrimento causado aos meus pais e muitas outras famílias de numerários e numerárias com o afastamento forçado dos seus filhos; "perseguição" dos membros da obra (especialmente numerários/as) que pretendiam deixar a instituição, até ao ponto de lhes causar graves distúrbios psíquicos (isto sucedeu com muitas pessoas; acompanhei pessoalmente o caso de uma familiar minha em 2003 e, sobretudo, o caso de uma amiga de juventude em 2001); tratamento humilhante das "numerárias auxiliares" que são impedidas de prosseguir os seus estudos e obrigadas a estar sempre sob a sujeição de numerárias em tudo o que fazem; obsessão da obra com a obtenção de fundos económicos para as suas actividades, ainda quando os centros da obra são instalados em edifícios luxuosos e decorados como nenhuma "mãe de família numerosa e pobre" pode fazer em sua casa; falta de unidade efectiva com a Igreja, a nível das dioceses, das paróquias e de quaisquer outras actividades que não sejam as promovidas pela obra (basta dar o exemplo de que fui "desaconselhada"/proibida de participar numa iniciativa de um movimento católico com o argumento de que "não era do nosso estilo"… A lista poderia continuar por mais dez ou vinte páginas, porque infelizmente cheguei à triste conclusão de que "a obra não olha a meios para atingir os seus fins"! Qual é então a minha pergunta neste blog? A seguinte: Será que conseguem entender que não é o rancor (e muito menos o ódio) que me levam a escrever em "opuslibros", mas sim o amor à verdade? Segunda pergunta: Se decidirem publicar o meu texto, serão capazes de me responder com respeito e cordialidade? Terceira pergunta: Se não quiserem realmente "dialogar" sobre os problemas causados pelas práticas do opus dei, poderão ter a delicadeza de me "deixar em paz" e não voltar a invocar a minha pessoa neste blog? Quarta pergunta: Se, pelo contrário, estiverem dispostos a "dialogar" verdadeiramente e não a "atacar-me", poderão dizê-lo claramente para eu voltar a escrever-vos? Obrigada pela atenção Marypt

Aquí pongo tu mensaje, que no entiendo bien del todo, pero, por los temas citados, no dices nada nuevo o que no esté tratado con profusión en este blog. Todo lo que dices es falso, supongo que te lo han contado y tú lo reproduces. Por ejemplo, lo que dices acerca de las numerarias auxiliares es una falsedad. Tengo una hermana que lleva muchos años en centros de numerarias auxiliares. Todas estudian, casi todas en la universidad, como es lo normal en la sociedad española actual. ¿Por qué mientes? ¿Quieres venir conmigo de visita y lo ves con tus propios ojos? ¿O te da igual la verdad? ¿Cómo eres capaz de calumniar de esa manera? ¿Duermes tranquila?

Y yo no te he atacado para nada. Al revés: te aprecio. La que atacas eres tú, que me acusas a mí y a miles de personas de presuntos delitos. Allá tu conciencia. La mancha de las calumnias lanzadas se borra difícilmente, y Dios te pedirá cuenta. Si quieres que elimine tus mensajes y mis respuestas, me lo dices.

Marypt
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